terça-feira, 20 de julho de 2010

Após sete horas, Bruno deixa delegacia sem falar com a Polícia

Goleiro voltou ao presídio em Contagem após prestar depoimento em Belo Horizonte
Bruno 
não falou com os policiais durante o depoimento (Foto: Reuters)
Bruno não falou com os policiais durante o depoimento (Foto: Reuters)
Após mais de sete horas, o goleiro Bruno deixou o Departamento de Investigações de Belo Horizonte, em Minas Gerais, onde esteve para prestar depoimento. Seguindo orientações de seu advogado, Ércio Quaresma Firpe, o ex-arqueiro do Flamengo ficou em silêncio perante os policiais, segundo informações da "TV Globo".
Ele deixou o local por volta das 19h30 (horário de Brasília) desta segunda-feira e será levado de volta para o presídio Nelson Hungria, em Contagem.
Acusado de envolvimento no desaparecimento da ex-amante Eliza Samúdio, Bruno deixou o local sem falar com os jornalistas. Seu amigo e funcionário Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, continua no Departamento de Investigações prestando depoimento e não tem previsão de quando vá sair.
O advogado de Bruno e Macarrão afirmou nesta segunda-feira que Macarrão foi agredido por um delegado de polícia durante o interrogatório, e que o amigo de Bruno daria o nome de quem o agrediu no depoimento. Ele seguirá a mesma estratégia e permanecerá calado durante o depoimento.
Também nesta segunda, a Polícia Civil de Minas Gerais afastou as delegadas Alessandra Wilke - que conduzia as investigações do Caso Bruno - e Ana Maria Santos , da Delegacia de Homicídios de Contagem, pelo vazamento das imagens que mostram o goleiro Bruno no voo entre Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Quem ficará a frente do caso agora é o delegado Edson Moreira.
 

Em carta, vigia diz que foi torturado para acusar ex de matar Mércia

Evandro Silva, preso em Guarulhos, alega ter sido sufocado com saco.
Ele respondeu por escrito perguntas do G1; Polícia Civil nega agressão.

Carta de evandro 01Carta em que Evandro escreve ter sido torturado para acusar Mizael de matar Mércia (Reprodução/G1)
O vigia Evandro Bezerra Silva, de 38 anos, afirmou em entrevista ao G1 que foi torturado para prestar um novo depoimento à Polícia Civil e acusar o advogado e policial militar aposentado Mizael Bispo de Souza, de 40 anos, ex-namorado de Mércia Nakashima, pelo assassinato da advogada.
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“À noite me levarão [SIC] pros [SIC] fundos, meteram um saco plástico na minha cabeça, enrolaram com fita crepe e me disseram que eu tinha que acusa [SIC] o Mizael, que não pegava nada para mim. Eu ainda resisti um pouco, cheguei a dismaia [SIC], jogarão [SIC] água na minha cara, me puzero [SIC] de novo o saco plástico e disserrão [SIC] que quando eu quizesse [SIC] falar, era para eu bater o pé, não aguentei!”, escreveu Evandro ao responder a pergunta feita pela reportagem sobre o motivo que o levou a declarar que não tinha participado do homicídio e depois mudar a versão. Apesar disso, ele não informa quem seriam os seus supostos torturadores.
As polícias civis de Sergipe e de São Paulo negam qualquer tortura praticada contra Evandro. Considerado cúmplice de Mizael e indiciado juntamente com o ex por envolvimento no crime, o vigia havia sido preso em 9 de julho no interior de Sergipe. Lá, ele negou saber da morte de Mércia aos policiais sergipanos. Depois, na presença da polícia paulista, passou a dizer que Mizael matou a ex por ciúmes numa represa em Nazaré Paulista, interior de São Paulo, em 23 de maio. O vigilante também contou em depoimento ter ajudado o criminoso na fuga, ao dar carona para ele.
Para confirmar as informações prestadas acima por Evandro, o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) filmou e gravou as declarações do segurança, que não aparentava sinais de agressão e falava tranquilamente com o delegado Antonio de Olim. Outras testemunhas também estavam presentes.
"No calor da apresentação na delegacia, o Evandro disse o que ele quis. Só que ao mostrar as evidências ou ele negaria ou ele tentaria adequar a versão para minimizar a participação dele, como ele fez. Ele disse que não matou a Mércia, apenas socorreu o amigo que estava sozinho na beira da represa", afirmou o diretor do DHPP, Marco Antônio Desgualdo, na semana passada.
'Confessaria qualquer coisa'
Apesar disso, Evandro voltou atrás mais uma vez a respeito do que falou à polícia. Em um questionário enviado na sexta-feira (16) ao segurança pelo G1, por meio de seu advogado José Carlos da Silva, ele escreveu que mentiu ao dizer que foi seu “ex-patrão” que matou a advogada. “É mentira. O meu depoimento certo foi o primeiro, que dei em Canindé [de São Francisco, a 200 km da capital Aracaju],e na frente da imprensa. Depois, eu fui pressionado de um jeito que confessaria qualquer coisa”, alegou o vigia, que respondeu de próprio punho a 17 perguntas feitas pela reportagem em duas folhas de papel.
Para comprovar a veracidade das informações serem mesmo de Evandro, policiais disseram à reportagem que a letra nas folhas é parecida com a do  vigilante. O G1 também comparou a assinatura na carta com a que o vigilante deixou nos depoimentos oficiais e verificou que há semelhança entre elas.
Evandro respondeu ao questionário de dentro da carceragem do 1º Distrito Policial, em Guarulhos, na Grande São Paulo. Lá, ele escreveu que aceitou “responder essas perguntas com minha própria letra porque não aguento mais ficar esperando o juiz me chamar para eu falar a verdade e esplica [SIC] que fui forçado a falar mentira”.
De acordo com o advogado de Evandro, as autoridades têm de apurar as denúncias feitas pelo segurança. “Também devo entrar com um pedido de habeas corpus contra a prisão de meu cliente”, afirmou o defensor José Carlos da Silva.
O crimeMércia foi vista pela última vez na casa dos seus avós, em Guarulhos, na Grande São Paulo, em 23 de maio. O carro da advogada foi localizado submerso no dia 10 de junho em uma represa em Nazaré Paulista, após denúncia feita por um pescador que viu o carro entrar na água. No dia seguinte, o corpo da mulher foi encontrado no mesmo local.
Mizael chegou a ter a prisão temporária decretada, mas ela foi revogada pela Justiça, que também negou pedido de prisão preventiva para o ex. O advogado também nega o crime.
O DHPP pretende ouvir Mizael e Evandro novamente e fazer uma acareação entre os dois, provavelmente na terça-feira (20).
Depoimento evandroAssinatura de Evandro em depoimento é semelhante a da carta acima (Reprodução/G1

Especialista dá dicas de estudo para o concurso dos Correios

Organizadora Cesgranrio costuma cobrar todas as disciplinas do edital.
Para vaga de carteiro também é necessário condicionamento físico.

Correios 
Organizadora do concurso deve divulgar detalhes
da prova nos próximos dias (Foto: Divulgação)
A Cesgranrio divulgará nos próximos dias o cronograma de provas dos Correios, concurso com 1.064.209 de inscritos. Foram cinco meses de espera para os candidatos até o fim dessa “novela” de quem seria a organizadora. A partir de agora, espera-se um retorno à normalidade para esse concurso. A banca escolhida tem experiência em seleções nacionais e com grande número de inscritos.
Os candidatos que conseguiram manter o ritmo de estudo enquanto esperavam pela definição tiraram proveito da demora. Quem ficou receoso quanto à continuidade do processo e preferiu esperar deve iniciar já a preparação – ainda há tempo para se qualificar e aumentar as chances de conquistar a vaga.
A quantidade de inscritos pode assustar - afinal, um milhão de candidatos não é pouca coisa -, mas é sabido que muita gente faz a inscrição e depois não tem a disposição necessária para estudar. Assim, para quem está determinado a conseguir a aprovação, o melhor é manter o foco nas matérias sem se preocupar com a concorrência.
Planos de estudo
Os candidatos às atividades de carteiro e operador de triagem e transbordo farão prova de português, matemática e informática. Os aprovados nesta etapa farão posteriormente testes de aptidão física – barra e corrida – e de dinamometria (força muscular).
Dos que concorrem a uma vaga de atendente comercial serão cobradas as disciplinas de português, matemática, informática e conhecimentos específicos relacionados a ética e leis pertinentes.
Os cargos de nível superior exigem conhecimentos de português e informática para algumas especialidades, e português e inglês para outras, além das disciplinas específicas de cada carreira.
Em todos os casos, cada disciplina vale 100 pontos e o candidato será aprovado se fizer o mínimo de 50 pontos por disciplina, ou seja, todas têm o mesmo peso na hora da prova. Por este motivo, o candidato deve distribuir o tempo de estudo e reservar mais tempo para aquelas que sabe menos.
O ideal é estudar todas as matérias a cada semana de modo a ir aprofundando os conhecimentos em todas ao mesmo tempo. A Cesgranrio habitualmente procura abranger todo o conteúdo do edital em suas provas, portanto, não há pontos que não precisem ser estudados.
É importante resolver provas de concursos anteriores da organizadora, disponibilizadas no site da instituição. Dessa forma, fica mais fácil perceber onde é preciso reforçar o estudo da teoria e se habituar ao estilo da banca, o que evita surpresas desagradáveis na hora da prova. Embora o grau de dificuldade das questões seja, em geral, moderado, é preciso muita atenção aos detalhes: as famosas “pegadinhas”, quando uma palavra muda todo o sentido do item analisado.
Atenção à preparação física
Quem está concorrendo às atividades de carteiro e operador de triagem e transbordo também deve se dedicar ao condicionamento físico, que será cobrado na segunda etapa do concurso, eliminatória. O corpo precisa de tempo para se acostumar ao exercício e há vários casos de candidatos em outros concursos que, apesar de aprovados nas provas objetivas, foram eliminados nos testes físicos por falta de preparação.
A leitura atenta do edital é sempre aconselhada e, neste caso, vale observar que existem condições de saúde que podem impedir o aprovado no concurso de ser considerado apto para o exercício da função, em razão de características específicas das atividades a serem exercidas. Por exemplo, para as funções de carteiro e operador de triagem e transbordo, além de atendente comercial, há restrições para quem tem luxação recorrente de ombro.
* Lia Salgado, fiscal de rendas do município do Rio de Janeiro, é consultora em concursos públicos e autora do livro “Como vencer a maratona dos concursos públicos”