sexta-feira, 23 de julho de 2010

Ex de Mércia diz "Eu já me sinto preso, só não estou numa cela',

Em entrevista ao G1, Mizael fala em se entregar se Justiça decretar prisão.
Ele, que usa colete à prova de bala, quer que outros sejam investigados.


“Eu já me sinto preso. A única diferença é que só não estou numa cela”, diz Mizael Bispo de Souza. É com essa frase que o advogado e policial militar reformado resume o sentimento de ser tratado como o principal suspeito de assassinar a ex-namorada, Mércia Nakashima. Em entrevista exclusiva ao G1, Mizael se disse obrigado a viver isolado e a usar um colete à prova de balas por causa de ameaças de morte.
Mizael corre também o risco de ser preso. A Polícia Civil paulista, que já o indiciou pelo crime, e o Ministério Público, que vai denunciá-lo à Justiça, querem pedir sua prisão preventiva para que ele fique preso até um eventual julgamento.
O ex-namorado e ex-sócio da advogada encontrada morta numa represa em Nazaré Paulista, no interior de São Paulo, nega o crime. Três dias após prestar seu quinto depoimento na sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), na capital paulista, depois de ter batido boca com o delegado Antonio de Olim, de deixar o prédio hostilizado pela população, e de sair de lá sem falar com a imprensa, ele recebeu o G1 nesta sexta-feira (23) no seu escritório e em sua casa em Guarulhos, na Grande São Paulo.
BO exibido por Mizael 
BO exibido por Mizael trata de apedrejamento
de carro de Mércia; segundo ele, pessoa tem de
ser investigada (Foto: Reprodução)
“Eu tenho a minha consciência tranquila que eu não matei Mércia e não matei ninguém. Eu não teria essa coragem”, declara Mizael. Apesar de acreditar que a investigação da polícia não possui elementos para que a Justiça decrete sua prisão preventiva, o advogado afirmou que, se isso ocorrer, pretende se entregar. “Se for decretada a prisão, eu vou cumprir e entraremos depois com todos os recursos possíveis.”
Quando chegou a ter a prisão temporária decretada pela Justiça, há quase duas semanas, Mizael não se entregou e chegou a ser considerado foragido. Com a revogação da prisão por um juiz, pôde voltar a circular pelas ruas, mas, mesmo assim, tem medo de ser agredido ou até morto. “Não tem sido fácil andar pelas ruas”, diz. “Não saio de casa sem colete à prova de balas. Recebi muitas ameaças.”
Mizael e o vigia Evandro Bezerra da Silva foram indiciados por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. O segurança também nega o crime. Apesar disso, o vigilante chegou a dizer à polícia que ciúmes levaram Mizael a matar Mércia na represa de Nazaré Paulista em 23 de maio, e que ele mesmo ajudou o advogado a fugir. Depois, disse que acusou Mizael e confessou ter participado do crime sob tortura, conforme carta publicada na segunda-feira (19) pelo G1. Atualmente, o segurança está preso temporariamente em um distrito policial em Guarulhos.
Após desaparecer da casa dos avós em Guarulhos em 23 de maio, Mércia foi achada morta no dia 11 de junho na represa. Um dia antes, seu carro, um Honda Fit, foi localizado submerso no local. Uma denúncia feita por um pescador levou bombeiros à região. O pescador afirmou à polícia ter visto um homem não identificado sair do carro antes de o veículo entrar na água. Disse ainda ter escutado gritos de mulher.
De acordo com o laudo do Instituto Médico Legal (IML), Mércia morreu afogada. Ela não sabia nadar. Antes do afogamento, aponta o laudo, ela levou um tiro que atingiu um braço e o queixo.
Eu digo a ela que sou inocente. Recentemente ela me mandou uma mensagem pelo celular dizendo que me ama"
Sobre a filha de nove anos que tem com a ex-mulher
Lembranças de Mércia
“Vocês são a primeira equipe de imprensa que entram aqui”, diz o advogado ao abrir as portas de sua residência e mostrar objetos, como uma camisa azul e um frasco de perfume que ganhou de Mércia durante o relacionamento de quatro anos, encerrado no final do ano passado. “Foi ela quem terminou. Eu aceitei. Continuamos a sair, só como paquera somente. Mas até hoje uso no pulso a correntinha de ouro que ela me deu para usar no pulso e esta carteira.”
Ele diz que foi Mércia quem desenhou parte da casa e decorou tudo. “O quadro da sala compramos juntos, mas foi ideia dela”, fala Mizael, que tem contado com a ajuda de parentes para manter a casa em ordem. “A empregada não veio mais. Acho que é por causa da acusação contra mim.”
Mizael pensa em se mudar após o fim do caso, “talvez para um apartamento.”
Relação com Mércia
Mizael nega as acusações da família de Mércia de que ele teve uma relação conturbada com a ex-namorada. “Eles falam isso porque não conheciam muito bem a filha que tinham, a irmã que tinham, a neta que tinham”, contesta. “A gente era um casal muito feliz.”
Afirma que o irmão de Mércia, Márcio Nakashima, era contra o namoro. “Inclusive ele já chegou a dar número de telefone da Mércia para amigos ligarem e cantarem a Mércia.” O G1 procurou Márcio para comentar o assunto, mas não o localizou.
Ligações telefônicas suspeitas
Mizael contesta também as ligações telefônicas apresentadas pela polícia. Fala que não foi ele quem ligou 40 vezes para Mércia, mas o inverso. Diz ainda que comprou um telefone com chip de outra pessoa por falta de opção na loja. De acordo com a polícia, Mizael fez isso para despistar a investigação e falar com o vigia Evandro Bezerra Silva, outro suspeito pela morte da advogada. Olim falou que os dois se falaram 16 vezes no dia do crime.
Embora a polícia tenha que provar que sou culpado, eu vou provar a minha inocência. Eu nunca atirei em ninguém enquanto estive na PM"
Sobre provar a inocência
O advogado rebate. Afirma que passou a procurar mais o vigilante porque ele era seu “funcionário”, fazia segurança para ele em postos e feiras, e estava recebendo reclamações do trabalho dele nestes bicos. “Cobrava o serviço, qualidade do serviço”, diz Mizael. “Agora, 16 vezes eu tenho certeza que não liguei.”
Bate boca com delegado no DHPP
“Aquele é meu jeito de falar”, diz, a respeito do quinto depoimento, no qual discutiu com o delegado Antonio de Olim, do DHPP. A imagem foi divulgada pelas emissoras de televisão. Mizael afirmou que foi por conta de algumas críticas que ele ouviu do policial em semanas anteriores. “Uma acusação gravíssima dessa [de assassinato], realmente, você fica um pouco tenso.”
Investigação
Mizael afirmou que o DHPP só tem focado a investigação nele e precisa apurar outros suspeitos. “Como por exemplo esse boletim de ocorrência que peguei na Polícia Militar ontem [quinta-feira, 22]. Se apedrejaram o carro dela dentro do condomínio do irmão... O cara para fazer isso, ele tem que ter ódio da pessoa. Por que, como você vai no meu carro, quebra vidro, quebra farol, risca lateral, joga pedra no capô? Já imaginou se você me encontrar naquele momento? O que você faz comigo?”.
“A prova está aqui, foi ela que fez no ano de 2009. O fato aconteceu no dia 28 de outubro e ela me procurou no dia 29, toda indignada, transtornada para fazer essa ocorrência”, diz Mizael sobre o Citroën que Mércia teve.
“O Honda Fit dela foi riscado também, na garagem do pai, onde o pai mora. O pai gastou R$ 1.500 com câmera exclusiva na vaga onde ficava o carro dele e dela. O prédio tem câmera, o condomínio todo tem câmeras, mas o pai gastou R$ 1.500 com câmeras, isso já esse ano”, declara.
Segundo Márcio Nakashima afirmou nesta tarde no DHPP, o carro de Mércia foi danificado por crianças que teriam brigado por causa de uma pipa.
Memória de Mércia
Sobre Mércia, diz que era uma pessoa que amou “muito”. “Eu nunca nem tive tempo de chorar ou de sentir a falta que a Mércia me faz”, fala Mizael, que pensou em deixar flores no seu túmulo, mas desistiu da ideia porque tem medo de ser hostilizado ou agredido por alguém. “Tenho medo de atos de vandalismo acontecerem comigo. Senti vontade de ir no velório, senti vontade de ir para o enterro.”

CBF convida Mano Menezes e já fala na primeira convocação

Treinador do Corinthians só deve se pronunciar sobre o caso neste sábado, após o treino marcado para às 9h30m no Parque São Jorge


Mano Mensezes, Corinthians 
Mano Menezes: cada vez mais perto da Seleção
(Foto: Leandro Canônico / Globoesporte.com)
Horas depois da negativa oficial de Muricy Ramalho, a CBF fez um convite para Mano Menezes assumir a Seleção Brasileira. O técnico, que comandou o treino do Corinthians na tarde de sexta-feira, só deve dar a resposta positiva em uma coletiva no sábado, após o treino marcado para às 9h30m no Parque São Jorge. Andrés Sanchez, mandatário alvinegro, já liberou o treinador para acertar com a CBF.
A informação foi confirmada por Ricardo Teixeira em nota oficial divulgada no site da CBF. Em tom otimista, o presidente da CBF mostra que já conta com Mano Menezes para fazer na segunda-feira a primeira convocação após a Copa do Mundo 2010.
- Conversei com muitas pessoas, assisti a debates em vários programas esportivos e ouvi também torcedores para chegar a três nomes. O que determinou a escolha foi o entendimento de que é necessária uma imediata renovação na Seleção Brasileira, o que o Mano Menezes iniciará já na convocação para o amistoso do dia 10 de agosto contra os Estados Unidos - disse Ricardo.
No comunicado oficial, a CBF faz elogios ao treinador do Corinthians. "Mano Menezes atende plenamente ao projeto traçado pela CBF. Técnico que conquistou o respeito pelo seu trabalho à frente do Grêmio e agora no Corinthians, marca a sua trajetória pelo equilíbrio e tem como característica o fato de gostar de trabalhar e lançar jovens jogadores."
A CBF informou ainda que Mano terá apoio irrestrito para assumir o cargo.
- O mais importante na escolha é o senso comum da importância da filosofia de renovação que será posta em prática. Tenho a absoluta confiança de que esse trabalho será feito com sucesso nessa trajetória que terminará em 2014 - disse Ricardo Teixeira.
Mudança de rumo após negativa de Muricy Ramalho
O provável "sim" de Mano encerra um dia que a CBF chegou a contar com Muricy Ramalho para ser o homem que comandaria a renovação após a Era Dunga. Ricardo Teixeira encontrou o treinador do Fluminense pela manhã. Após uma conversa de uma hora e meia, Muricy disse que aceitaria desde que o clube carioca o liberasse de cumprir o contrato.
No meio da tarde, dirigentes do Fluminense informaram que não liberariam o treinador e que ele teria o seu contrato esticado até dezembro de 2012. Depois, o próprio Muricy informou à CBF que não aceitaria o convite.
Títulos em uma carreira curta e vitoriosa
Gaúcho de Passo do Sobrado, cidade com pouco mais de seis mil habitantes, Mano Menezes foi zagueiro de clubes pequenos do interior do Rio Grande do Sul. O auge como jogador foi em 1988, com a conquista do título amador pelo Guarani. Mano bateu o último pênalti, que garantiu ao clube uma vaga na segunda divisão do Gauchão.
No mesmo Guarani ele começou a carreira como treinador aos 35 anos, em 1997. Em 2004, ganhou destaque no cenário nacional ao levar o 15 de Novembro de Campo Bom às semifinais da Copa do Brasil. Em 2005, foi para o Grêmio com a missão de tirar o clube da Série B. Além de cumprir a missão, conquistou o título gaúcho de 2006 para o Tricolor e foi vice-campeão da Taça Libertadores de 2007, perdendo a decisão para o Boca Juniors.
Em 2008, ganhou novamente a missão de reerguer um gigante que havia caído para a Série B. Foi campeão da competição com o Corinthians. No ano seguinte, levou o time aos títulos paulista e da Copa do Brasil

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Motociclista bate em picape de Tarcísio Meira na Marginal Pinheiros

Ator de 75 anos freou para não bater no carro da frente e foi atingido.
Motociclista e garupa ficaram feridos; ator passa bem.


O ator Tarcísio Meira, de 75 anos 
O ator Tarcísio Meira, de 75 anos, sofreu acidente
na capital paulista (Foto: Reprodução/TV Globo)
O ator Tarcísio Meira, de 75 anos, se envolveu em uma colisão com uma motocicleta na manhã desta quinta-feira (22) na Marginal Pinheiros, perto da Ponte do Jaguaré, na Zona Oeste de São Paulo. O piloto da moto, de 32 anos, e a mulher que estava na garupa, de 30, foram encaminhados para um hospital da região. A carteira de habilitação do motociclista estava vencida e a motocicleta foi apreendida, de acordo com a polícia.
Segundo o boletim de ocorrência registrado no 93º Distrito Policial, no Jaguaré, Tarcísio Meira estava dirigindo uma Toyota Hilux na Marginal Pinheiros, sentido Interlagos, por volta das 10h30 desta quinta quando um carro em sua frente freou bruscamente e o obrigou a parar. O motociclista que vinha logo atrás não conseguiu parar a tempo e bateu na traseira da picape.
A assessoria de imprensa do ator informou que, por volta das 16h40, Tarcísio  já estava em casa, tranquilo e descansando. Ele passa bem e não precisou de atendimento médico, de acordo com a assessoria.

Barra de ferro cai de prédio e quase atinge crianças no ABC

Peça perfurou laje de casa em São Caetano do Sul.
Construtora diz que queda foi um incidente isolado.

Uma família de São Caetano do Sul, no ABC, passou por um susto nesta quinta-feira (22): uma barra de ferro caiu de um prédio em construção e, por pouco, não atingiu duas crianças.
O prédio não tem tela de proteção. A barra de mais de três metros de comprimento caiu sobre o teto da casa, perfurou a laje do banheiro e foi parar no quintal onde duas crianças brincavam. Segundo os moradores da Rua Rio Branco, nesta quarta-feira (21) um pedaço de madeira caiu na casa de outro vizinho.
A Construtora Ubiratan diz que a queda da peça foi um incidente isolado. E que vai reparar os danos causados na casa. Já a Prefeitura de São Caetano informou que esteve no local e que vai embargar a obra se a construtora não tomar as medidas de segurança necessárias.

Policial que liberou carro que matou Rafael tem ficha 'excepcional', diz PM

Segundo a PM, o outro policial que estava junto tem 'comportamento ótimo'.
Os dois foram afastados das ruas e são investigados pela Corregedoria.

As fichas profissionais do sargento e do cabo da Polícia Militar, que liberaram o motorista que atropelou o músico Rafael Mascarenhas, apontam comportamento excepcional e ótimo durante o tempo em que eles estão na corporação. As informações são da assessoria de relações institucionais da PM.
Ainda de acordo com a PM, o sargento ingressou na instituição em 1992, e o cabo iniciou a carreira na PM em 2001.
Os policiais prestaram esclarecimentos à Corregedoria da PM sobre o espisódio durante toda a manhã desta quinta-feira (22). De acordo com o comandante geral da Polícia Militar, coronel Mário Sérgio Duarte, os PMs voltaram a confirmar as declarações que constavam no boletim de ocorrência entregue à Polícia Civil. O sargento e o cabo foram afastados dos trabalhos nas ruas.
Segundo o coronel Mário Sérgio, a Corregedoria do PM investiga qual teria sido a intenção dos policiais quando liberaram o carro. Ele descartou inicialmente a prisão administrativa dos militares, já que todas as testemunhas do atropelamento de Rafael Mascarenhas já foram ouvidas.

"A prisão administrativa é decretada quando pode existir qualquer tipo de pressão às testemunhas. Nesse caso, todas as testemunhas já foram ouvidas. No entanto, eles podem ter a prisão decretada pela Justiça", explicou Mário Sérgio.
Operação de grande porte será supervisionada
Na tarde desta quinta-feira (22), após uma reunião com 50 comandantes, o coronel Mário Sérgio Duarte declarou que qualquer operação de grande porte da PM terá que ser previamente avisada e autorizada pelo comando geral para que não se repitam erros como na morte do menino Wesley Andrade, de 11 anos, atingido por uma bala perdida numa sala de aula num Ciep, no subúrbio do Rio.
"Anteriormente, essas operações eram avisadas aos comandantes intermediários e comandantes dos batalhões. Cada um tinha que saber das suas responsabilidades e de seus afazares. Agora, qualquer operação que mobilize muitos policiais terá que ser avisada previamente ao comando da PM", explicou o coronel.
Segundo ele, operações de grande porte envolvem de 100 a 150 homens, são planejadas com antecedência e têm objetivos específicos. No caso do menino Wesley, a ação aconteceu num dia da semana, em horário escolar.
O comandante também informou que, a partir de sexta-feira (23), os policiais militares receberão um reforço no Programa de Prevenção ao Desvio de Conduta. O objetivo é evitar falhas como no caso do atropelamento do músico Rafael Mascarenhas, quando policiais militares liberaram o motorista que confessou ter atingido o jovem no Túnel Acústico, na madrugada de terça-feira (20) e a morte do menino Wesley Andrade, de 11 anos, atingido por uma bala perdida numa sala de aula num Ciep, no subúrbio do Rio.

Bruno, Bola e Macarrão deixam juizado em Contagem

Eles participaram da audiência de instrução de menor.
Sérgio Sales, primo do goleiro, permaneceu no local por mais tempo.

 

Bruno sorri ao deixar juizado, em Contagem 
Bruno sorri ao deixar juizado, em Contagem
(Foto: Reprodução/TV Globo)
O goleiro Bruno de Souza,  o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola, e Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, deixaram o Juizado da Infância e da Juventude, em Contagem (MG), por volta de 14h desta quinta-feira (22). Na saída, Bruno sorriu.
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Os três e Sérgio Sales, primo do goleiro, foram ao juizado para participar da audiência de instrução do menor que foi detido na casa do atleta, no Rio de Janeiro. Segundo o Tribunal de Justiça, todos os intimados ficaram em salas separadas, sem comunicação, e foram chamados um de cada vez pelo juiz.
Bruno foi o primeiro, seguido por Bola e Macarrão. Eles se negaram a falar, segundo o Tribunal de Justiça. Por último, Sales foi chamado. Ele permaneceu na sala de audiência por cerca de 50 minutos.
O menor não se manifestou durante a audiência, segundo o Ministério Público Estadual. Segundo o promotor da Infância e da Juventude Leonardo Barreto Moreira Alves, na ocasião, o menor disse que participou do sequestro de Eliza Samudio, mas negou que tenha presenciado a morte e ocultação de cadáver.
SaídaO goleiro foi o primeiro a ir embora do juizado, cerca de 20 minutos depois de chegar, e sorriu logo depois de passar pela porta. Enquanto caminhava para o carro da polícia, ouvia gritos de "assassino". Pouco depois, o ex-policial e Macarrão também deixaram o local. Eles devem seguir para o Complexo Penitenciário Nelson Hungria, em Contagem, onde estão presos. Sales foi o último a sair.
"O sorriso de Bruno é a certeza de que a Justiça vai prevalecer", afirmou o advogado que defende o atleta, Ércio Quaresma, que explica que eles permaneceram em silêncio no juizado. "Todos ficaram calados, porque não sabem do que são acusados. O inquérito ainda não foi concluído", disse.
Na sessão, deve ser definido o futuro do adolescente, que está em um centro de internação de Belo Horizonte. Se entender que o jovem cometeu um ato infracional, o juiz Elias Charbil pode determinar que o menino cumpra medida socioeducativa de imediato. Pesa contra ele uma representação por três delitos (homicídio, sequestro e ocultação de cadáver) feita pelo Ministério Público Estadual de Minas Gerais.
Macarrão sai do juizado, em ContagemMacarrão deixa o juizado, em Contagem (Foto: Glauco Araújo/G1)
ChegadaOs quatro saíram da penitenciária em Contagem em carros separados e chegaram ao Juizado da Infância e da Juventude, em Contagem (MG), por volta das 13h30 desta quinta-feira. Eles foram recebidos aos gritos de "ão, ão, ão, Bruno é seleção" e "assassino".
Menor
O adolescente chegou ao juizado antes dos quatro suspeitos presos. O menor prestou depoimentos no Rio de Janeiro e depois que chegou a Minas Gerais. Em pelo menos dois testemunhos, ele revelou informações diferentes. De acordo com o advogado que Eliezer de Almeida Lima, que o defende, o rapaz inventou alguns trechos, na primeira vez que foi ouvido, devido à pressão sofrida.
Lima disse ainda que o adolescente não reconhece Marcos Aparecido dos Santos como sendo Neném. Segundo a polícia, Neném seria o ex-policial, que também é conhecido como Bola e Paulista.
No primeiro depoimento, no Rio, o menor disse que ele e Macarrão viajaram do Rio para Minas com Eliza. O grupo teria seguido para o sítio de Bruno, em Esmeraldas (MG), e, depois, para uma casa onde um homem identificado como Neném teria estrangulado a jovem. Esse homem ainda teria jogado a mão de Eliza para os cães.
O delegado Edson Moreira afirmou que o menor, além de reconhecer a casa onde Eliza teria sido morta e descrever a maneira como o assassinato aconteceu, reconheceu a fotografia de Bola como o autor do crime.
Na sexta-feira passada, dia 16, a delegada Ana Maria dos Santos afirmou que o adolescente mentiu sobre a cor da pele do homem que teria assassinado a jovem. Na primeira descrição feita pelo menor, Neném seria alto e negro.
Entenda o caso
Nascida em Foz do Iguaçu (PR), Eliza Samudio se mudou para São Paulo e posteriormente para o Rio. Em 2009, teve um relacionamento com o goleiro Bruno, engravidou e afirmou que o pai de seu filho é o atleta. O bebê nasceu no início de 2010 e, agora, está com a mãe da jovem, em Mato Grosso do Sul.
A polícia mineira começou a investigar o sumiço de Eliza em 24 de junho, depois de receber denúncias de que uma mulher foi agredida e morta perto do sítio de Bruno, em Esmeraldas (MG). Os delegados já consideram Eliza morta.
Oito pessoas estão presas na Região Metropolitana de Belo Horizonte, por suspeita de envolvimento no desaparecimento da jovem, incluindo Bruno e Macarrão. Todos negam o crime.
No Rio, os dois são investigados por suspeita de participação no sequestro da jovem. Os dois também negam.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Amigos de filho de atriz afirmam que carros estavam em alta velocidade

Segundo a polícia, jovens prestaram depoimento na noite desta quarta (21).
Rafael Mascarenhas morreu na terça (20) após ser atropelado na Gávea.

Dois amigos de Rafael Mascarenhas, filho da atriz Cissa Guimarães, que morreu após ser atropelado na terça-feira (20), no Túnel Acústico, na Zona Sul do Rio, afirmaram, em depoimento à polícia na noite desta quarta-feira (21), que os carros estavam em alta velocidade, informou a Polícia Civil. Segundo a 15ª DP (Gávea), um dos jovens acredita que os veículos participavam de um “pega”.

Os jovens estavam com Rafael Mascarenhas no momento do acidente. De acordo com os agentes, um dos amigos do estudante afirmou que não sabia precisar a velocidade dos automóveis. Ele foi ouvido pela polícia por cerca de uma hora.

O outro rapaz foi ouvido em seguida. Segundo a polícia, o rapaz disse que ouviu gritos na outra pista, que estava liberada. O jovem contou, ainda, que os carros atravessaram a pista que estava interditada para manutenção em alta velocidade, e que eles não ouviram som de buzina e nem viram sinais de farol alto. Ele deixou a delegacia após uma hora e meia de depoimento.

A polícia afirmou que Rafael andava de skate no Túnel Acústico, quando foi atingido pelo carro. Na ocasião, o túnel estava interditado para o tráfego de carros. Rafael morreu na manhã desta terça no Hospital Miguel Couto, no Leblon, na Zona Sul.
O corpo do estudante foi velado nesta quarta, no Memorial do Carmo, no Caju, na Zona Portuária, e deverá ser cremado às 9h desta quinta-feira (22). A confirmação da cremação depende apenas da chegada de Raul Mascarenhas, pai do jovem, da Itália.

PMs são investigados

A delegada a delegada Bárbara Lomba, titular da delegacia, disse que vai apurar com rigor a conduta dos policiais militares que abordaram o motorista que atropelou Rafael. De acordo com Bárbara Lomba, imagens de câmeras de monitoramento do trânsito mostram uma viatura da PM próxima ao carro que atropelou o estudante, na saída do túnel.

Em nota oficial divulgada no início da noite desta quarta, a Polícia Militar informou que o fato do veículo que atropelou Rafael Mascarenhas estar destruído e sem a placa de identificação, “indica que houve erro por parte dos policiais não buscando elucidar o motivo daquelas irregularidades”.
Ainda de acordo com a nota oficial, a “decisão de afastar os policiais militares se deveu ao aprofundamento das investigações da Polícia Civil”. A PM informou, ainda, que a Corregedoria Interna da corporação já investiga os dois policiais do 23º BPM (Leblon), que foram afastados nesta manhã.
Segundo a PM, os dois policiais devem depor ainda nesta semana no Quartel-General da PM, no Centro do Rio. Os policiais ficarão afastados até a "conclusão dos fatos".

O veículo que atropelou Rafael chegou à 15ª DP (Gávea) no início da tarde desta quarta para ser periciado. A frente do Siena está amassada. Agentes da Polícia Civil tiveram que recortar parte do vidro para poder dirigi-lo com segurança até a porta da delegacia.
Cissa Guimarães e filhos velório rafael mascarenhas 
Thomaz Velho, irmão de Rafael, chega ao velório.
Cissa Guimarães e João Velho chegam juntos.
(Foto: Henrique Porto/G1)
Motorista confessa atropelamento
O motorista que confessou ter atropelado
Rafael Mascarenhas foi liberado no fim da noite da terça após prestar depoimento na 15ª DP (Gávea).
Segundo a delegada Bárbara Lomba, titular da delegacia, o motorista será indiciado provavelmente por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Ela explicou que o inquérito ainda não foi encerrado e que a polícia investiga se o motorista estava em velocidade acima do permitido.

PM abordou motorista que atropelou filho de Cissa

De acordo com a delegada Bárbara Lomba, durante o depoimento, o motorista contou que foi abordado por policiais militares, ainda na madrugada, minutos após o atropelamento. O estudante de 25 anos revelou à delegada que os PMs revistaram seus documentos e o orientaram a ir à 15ª DP para registrar o caso.

No entanto, o rapaz alegou que preferiu ligar para o pai, que teria pedido que ele só fosse à delegacia mais tarde, e na companhia de um advogado.
Ainda de acordo com o depoimento do motorista, um amigo seu que estaria a bordo de um outro carro, foi quem avisou o atropelamento à Polícia Militar. O amigo, um estudante de 19 anos, teria avisado a policiais que estavam em uma cabine da PM, no Leblon, na Zona Sul.

Jovens não perceberam túnel interditado

Na terça, três jovens que estavam nos dois carros no momento do atropelamento, prestaram depoimento à polícia. Eles são amigos e moradores da Barra da Tijuca, na Zona Oeste da cidade. Um outro jovem que estava de carona no carro que atropelou Rafael Mascarenhas é aguardado pelos policiais para prestar depoimento na quarta-feira (21).
Segundo a polícia, os jovens contaram que não viram sinalização que indicasse o túnel fechado. Eles também negaram que estivessem "batendo pega", e disseram estar com a velocidade entre 80 e 90 Km/h. Eles alegaram ainda que prestaram socorro à vítima. Um dos rapazes mostrou aos agentes uma ligação feita em seu celular ao Corpo de Bombeiros, minutos após o acidente.