sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Mãe de criança que aparece em vídeo com cigarro se apresenta à polícia

Imagens foram encontradas em celular após prisão de traficante na PB.
Mãe deve prestar depoimento nesta sexta-feira (3), diz delegado.


 A mãe da criança que aparece em um vídeo com um cigarro na boca se apresentou à polícia em João Pessoa, na quinta-feira (2). Segundo o delegado Francisco de Assis da Silva, ela procurou a Promotoria de Infância e Juventude de João Pessoa depois de ver o vídeo com as imagens do filho na televisão. Ele deve prestar depoimento à polícia nesta sexta-feira (3).
O vídeo, divulgado pela polícia na quarta-feira (1º), mostra uma criança de aproximadamente 3 anos com um cigarro na boca. As imagens foram encontradas em um celular, na casa de um traficante preso em João Pessoa, também na quarta.
A polícia apurou que o vídeo foi gravado em Cabedelo (PB), na casa em que morava a criança, a mãe da criança, uma tia e um traficante. A mãe da criança disse à promotoria, segundo Silva, que estava na casa no momento em que o vídeo foi gravado, mas não viu o filho com o cigarro.
Após a apreensão do celular, o menino foi levado para um abrigo por determinação da Justiça. "Ainda nesta sexta, a Justiça deve determinar de quem será a guarda da criança. Já a mãe vai prestar depoimento nesta sexta, mas ela deve ser indiciada por fornecer à criança produtos cujos componentes podem causar dependência", diz o delegado ao G1.

Contador diz ao JN que obteve dados a mando de terceiros

Ele deu pistas de outra pessoa supostamente envolvida com quebra de sigilo.
Filha de José Serra e pessoas ligadas ao PSDB tiveram dados fiscais violados.

O contador Antonio Carlos Atella Ferreira, o homem que recebeu os dados sigilosos da filha de José Serra usando uma procuração falsificada, afirma que pediu e retirou as informações fiscais de Veronica Serra a mando de terceiros. Segundo ele, o pedido fazia parte de "um lote". O contador disse que não se deu conta de quem se tratava e deu pistas de mais uma pessoa supostamente envolvida no esquema.

“Eu não sabia que essa pessoa existisse fisicamente e nem que fosse filha de uma pessoa que eu aprecie e respeito”, disse Ferreira. O contador afirma que não trabalha para politicos nem é filiado a partido algum. “Se alguém me filiou, nem conheço quem é, se caso eu ‘tiver’ filiado.”
Eu não sabia que essa pessoa existisse fisicamente e nem que fosse filha de uma pessoa que eu aprecie e respeito"
Antonio Carlos Atella Ferreira, contador que usou documento falsificado para acessar dados fiscais da filha de José Serra
Em entrevista ao repórter César Tralli, da TV Globo, Antonio Carlos negou ter falsificado a assinatura de Veronica Serra. “Se fosse eu, o senhor acha que eu teria assinado que teria retirado o documento?” Veja como foi a entrevista:
Foi o senhor que falsificou os carimbos do tabelião e o reconhecimento de firma?
“Se fosse eu, o senhor acha que eu teria assinado a retirada dela?”
Se não foi o senhor, o senhor sabe quem entregou esse documento falsificado para o senhor?
“Eu lembro que pessoas pediam lotes, e essas pessoas pertenciam a um seleto grupo de meia dúzia de pessoas que pediam.”
Que são o quê?
“São contadores, advogados, contadores que têm escritórios maiores, advogados...”
O contador cita o nome de Ademir, outra pessoa supostamente envolvida no caso. Ele esclarece que Ademir encomenda serviços e trabalha para outras pessoas.
Quem é o Ademir?
“Ele é colega meu. Ele tá no meio da meia dúzia de pessoas. O que ele dizia na época é que as pessoas que solicitavam pra ele tinham pressa.”
E ele dizia pro senhor que vinha gente de onde buscar essa solicitação?
“Do Brasil inteiro, de Minas, de Brasília, do interior de São Paulo, de vários lugares.”
O Ademir comentou com o senhor que esse documento teria um uso político?
“Nunca na vida.”
A colega de escritório de Ademir confirma a ligação dele com o contador Antonio Carlos,
mas duvida que Ademir Estevam Cabral seja o autor da falsificação.
“O Ademir não sabe nem escrever direito, como ele vai falsificar alguma coisa? O Ademir é um tipo de um boy. Ele vai, pega os documentos dos advogados e vai protolocar”, afirmou a assessora contábil Helena Barbosa.
Por telefone, Ademir disse que não passou por ele o pedido de cópia de documentos em nome de Veronica Serra e nem foi ele quem falsificou a assinatura dela. “Isso aí eu desconheço. Desconheço totalmente.”

Ademir Estevam Cabral não apareceu no escritório como tinha prometido à reportagem. Depois de duas horas de espera, ele avisou por telefone que iria procurar um advogado. Ademir não foi encontrado em casa e desde o fim da tarde não atende mais aos dois celulares.
Investigações
A Polícia Federal assumiu nesta quinta o comando das investigações sobre o vazamento de dados sigilosos de integrantes do PSDB e da filha de José Serra. O anúncio foi feito pelo ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto.
Segundo ele, foi instaurada oficialmente uma investigação criminal por determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A PF, até então, vinha “acompanhando” as investigações administrativas da Receita, de acordo com o ministro.
Nesta quinta, a Polícia Federal recebeu, para perícia, os computadores da Receita Federal supostamente usados na violação dos dados de dirigentes tucanos e de Veronica Serra,. Segundo a PF, os computadores foram entregues pela Receita Federal por determinação da Justiça.
Receita
O secretário da Receita Federal, Otacílio Cartaxo, afirmou que, diante do não reconhecimento por Veronica Serra da assinatura do documento entregue para obter suas declarações de renda e da afirmação do cartório de que não houve reconhecimento da firma no local, o caso foi encaminhado ao Ministério Público Federal.
Documento da Corregedoria da Receita Federal mostra que a Receita já suspeitava que uma procuração falsificada havia sido utilizada para acessar os dados fiscais de Veronica.
Em ata de reunião da última terça (31), a Corregedoria pede que seja encaminhado ao Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF-DF) pedido de solicitação de documentos da "pessoa 'supostamente autorizada para a retirada das declarações'" de Veronica (Antônio Carlos Atella Ferreira). A ata informa ainda que objetivo é confirmar a autenticidade da procuração.
Nesta quinta-feira, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que não pensava em exonerar o secretário da Receita Federal, Otacílio Cartaxo. "Não estou cogitando fazer isso", afirmou.
Entenda o caso
Reportagem publicada pelo jornal “Folha de S.Paulo” em 19 de junho deste ano afirma que teriam saído dos sistemas da Receita Federal dados fiscais sigilosos do vice-presidente executivo do PSDB, Eduardo Jorge, destinados à montagem de um suposto dossiê contra o presidenciável tucano José Serra.
Posteriormente, revelou-se que, em 8 de outubro de 2009, além de Eduardo Jorge, também tiveram o sigilo quebrado irregularmente o ex-ministro Luiz Carlos Mendonça de Barros, o ex-diretor da Previ Ricardo Sérgio de Oliveira e Gregório Marin Preciado, primo de Serra.
O secretário nacional da Receita Federal, Otacílio Cartaxo, foi convocado a prestar esclarecimentos na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. No dia 14 de julho, em depoimento à CCJ, ele disse uma “apuração especial” identificou acessos feitos por alguns funcionários a declarações de Imposto de Renda de Eduardo Jorge. Essas informações, segundo afirmou, foram encaminhadas para a Corregedoria da Receita e abriu-se um processo administrativo disciplinar para investigar o caso.
No dia 21 de julho, a Receita informou que investigava a servidora Antonia Aparecida Rodrigues dos Santos Neves Silva, uma analista locada em Santo André, na região metropolitana de São Paulo, como suspeita de quebrar o sigilo dos tucanos.
Em 24 de agosto, a Justiça Federal autorizou Eduardo Jorge a ter acesso às investigações da Receita Federal.
Segundo os dados da investigação, os acessos às declarações de renda dos tucanos ocorreram no dia 8 de outubro de 2009, entre 12h27 e 12h43. O terminal usado foi o da servidora Adeilda Ferreira Leão dos Santos. A senha era de Antonia Aparecida Rodrigues dos Santos Neves Silva. Em depoimento à Corregedoria da Receita, as duas funcionárias negam envolvimento na quebra de sigilo.
No dia 27 de agosto, o corregedor-geral da Receita Federal, Antonio Carlos Costa D’Avila, afirmou que o trabalho do órgão na apuração do caso identificou indícios da existência de um “balcão de compra e venda” de informações da Receita.
O Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF-DF) recebeu no dia 30 de agosto representação da Corregedoria da Receita Federal com os resultados da investigação interna sobre a quebra de sigilo fiscal de Eduardo Jorge.

03/09/2010 06h00 - Atualizado em 03/09/2010 10h06 Presídio desativado em AL vira refúgio para desabrigados pelas enchentes

Colônia prisional foi desativada em 1980 e virou ‘conjunto habitacional’.
Complexo tem 16 pavilhões e abriga em suas celas cerca de 500 famílias.

Expulsas de casa pelas enxurradas que castigaram Alagoas ao longo dos últimos 30 anos, cerca de 500 famílias encontraram nas celas de uma antiga colônia prisional em União dos Palmares, a 77 quilômetros da capital Maceió, um novo lugar para morar.
Encravada no meio de canaviais, a Colônia de Santa Fé foi desativada no começo da década de 1980 e acabou virando uma espécie de favela atrás das grades. Pelos 16 pavilhões, amontoam-se homens, mulheres, crianças, jovens e idosos. Os moradores mais antigos chegaram ao lugar pouco depois da enxurrada de 1989. São famílias que criaram filhos nas celas, que, uma vez crescidos, casados e sem moradia, mudaram-se para a cela ao lado com os filhos.
Fui criada aqui e não vou sair daqui nunca. Tem tudo aqui, tem água, luz. É muito bom. Virou conjunto habitacional"
Maria Simone, 24 anos, nascida e criada na antiga colônia prisional de União dos Palmares
Esse é o caso da dona de casa Maria Simone, 24 anos, que nasceu no lugar, casou, teve filhos e não pretende mais deixar o antigo presídio. “Fui criada aqui e não vou sair daqui nunca. Tem tudo aqui, tem água, luz. É muito bom. Virou conjunto habitacional”, afirma Maria.
A enchente que destruiu centenas de casas em junho deste ano também contribuiu para que novos moradores chegassem. Dona Getúlia da Silva Nunes, 47 anos, ficou apenas com a roupa do corpo depois que o Rio Mundaú destruiu tudo em Murici (AL) e não teve outra opção a não ser se instalar no presídio. “Perdi tudo. Colchão, cama, mesa, armário, tudo. Aí tive que vir pra cá.”
Instalada no lugar há dez anos, foi a filha de dona Getúlia, Marinalva da Silva Nunes, 32 anos, que conseguiu um “cantinho” no presídio para a mãe. “Eu gosto de morar aqui. Sou mais aqui do que em uma casa. Só não tem banheiro, mas o resto tem tudo: luz, água. Quando precisa fazer as coisas [ir ao banheiro] é só pegar um saco e fazer dentro. Aí joga no lixo”, relata Marinalva.
Na colônia Santa Fé, as celas não têm banheiro e o esgoto corre a céu aberto na frente das portas. Crianças vão e vêm descalças e demonstram a intimidade de quem nasceu no lugar e dali jamais saiu. A cadeia que virou conjunto habitacional é conhecida entre os moradores de União dos Palmares simplesmente por “pavilhão”. Uma estrada quase intransitável nos dias de chuva faz a ligação do lugar com a BR-104, que corta a região, e o percurso até o centro da cidade pode ser feito em menos de 20 minutos.
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pavilhão - palmaresColônia prisional que virou moradia em Unidão dos Palmares, em Alagoas (Foto: Robson Bonin)
Eu gosto de morar aqui. Sou mais aqui do que em uma casa. Só não tem banheiro, mas o resto tem tudo: luz, água. Quando precisa fazer as coisas [ir ao banheiro] é só pegar um saco e fazer dentro. Aí joga no lixo"
Marinalva da Silva Nunes, 32 anos, morada há dez anos do antigo presídio
As inscrições que identificam o número de cada ala carcerária ainda estão nas paredes sujas e o lugar todo fede a lixo. A antiga ala de panificação, que servia de ocupação e treinamento para os detentos, virou dormitório. Relatos dos moradores mais antigos dizem que quando as famílias chegaram, presos ainda ocupavam algumas alas do complexo. Hoje, até a guarita já virou residência.
Dona Maria do Carmo, 61 anos, chegou ao presídio em 1989, depois da enxurrada em União dos Palmares. “Vivo aqui com Deus. Com a fé que tenho em Deus. Mas eu quero uma casa e ainda luto para ter uma casa fora daqui.”

Ladrão que posou para foto com dinheiro após assalto é condenado

Polícia britânica descobriu foto em câmera digital apreendida.

BBC
Um ladrão que posou para uma foto com vários maços de notas e uma anel de diamante que tinha roubado em um assalto à mão armada foi condenado à prisão perpétua na Inglaterra.
A polícia descobriu as fotos, usadas como provas no julgamento, quando apreendeu a câmera digital do suspeito, Yohan Clarke, de 31 anos.
Em setembro de 2009, Clarke e outras quatro pessoas assaltaram uma loja em Croydon, no sul de Londres. No roubo, uma pessoa foi baleada.
Yohan Clarke, de 31 anos, à esquerda  Yohan Clarke, de 31 anos, à esquerda (Foto: London Metropolitan Police )
Dias depois do assalto, Yohan Clarke e seu irmão, Hamani Clarke, de 23 anos, foram parados em uma operação da polícia. Durante a revista do carro, a polícia encontrou uma câmera digital com Yohan.
A câmera continha imagens dos irmãos posando com maços de dinheiro e com um anel também roubado, no valor de 3,5 mil libras (mais de R$ 9,4 mil).
No julgamento, concluído nesta semana, Clarke se declarou culpado e foi condenado à prisão perpétua por três acusações, conspiração para roubo, posse de arma de fogo na época do crime e agressão corporal grave com intenção de matar. Yohan Clarke deverá cumprir um mínimo de 22 anos de prisão.
A Polícia Metropolitana de Londres informou que ainda está procurando pelos outros três que participaram do assalto com Yohan Clarke.
O funcionário da loja assaltada em 2009, que foi baleado, sobreviveu aos ferimentos.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Justiça concede habeas corpus para Mizael, acusado pela morte da ex

Acusado pela morte de Mércia Nakashima era procurado desde o dia 3.
Advogado comemorou a decisão e disse que Mizael 'vai aparecer'.

Mizael é procurado pela polícia
desde o dia 3 (Foto: Juliana Cardilli/G1)A Justiça de São Paulo concedeu habeas corpus nesta quinta-feira (5) para o advogado Mizael Bispo de Souza, procurado pela polícia desde terça-feira (3), quando teve sua prisão preventiva decretada e passou a figurar como réu no processo que investiga a morte da advogada Mércia Nakashima, sua ex-namorada.

"Ainda que se reconheça a presença de veementes indícios de autoria e prova da materialidade do fato, não se vislumbra, no caso presente, ao menos, por agora, a necessidade da custódia cautelar do paciente", escreveu a desembargadora Angélica de Almeida.

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Advogado diz que Mizael está escondido em Guarulhos Considerado foragido, acusado de matar Mércia é procurado até pela PF Advogado tenta habeas corpus para Mizael, acusado da morte de Mércia O advogado Samir Haddad Júnior, que defende o policial militar aposentado e também advogado Mizael, disse ter sido informado da decisão da Justiça pelo G1. Por telefone, ele comemorou. "Eu ganhei, eu ganhei", repetiu.

Questionado se seu cliente apareceria - Mizael é considerado foragido - , afirmou: "ele vai aparecer." No entanto, o advogado não disse quando. Haddad tinha dito que Mizael estava escondido em Guarulhos, na Grande São Paulo, onde mora.

Na terça, a Justiça também tinha determinado a prisão preventiva do vigia Evandro Bezerra da Silva, que já estava preso em Guarulhos e foi transferido para o Centro de Detenção Provisória de Pinheiros, na capital paulista.

Depois de desaparecer em 23 de maio da casa dos avós em Guarulhos, Mércia foi achada morta em 11 de junho na represa em Nazaré Paulista. O veículo onde ela estava havia sido localizado submerso um dia antes. Segundo a perícia, a advogada foi agredida, baleada, desmaiou e morreu afogada dentro do próprio carro no mesmo dia em que sumiu. Ela não sabia nadar.

Um pescador havia dito à polícia ter visto o automóvel dela afundar, além de ver um homem não identificado sair do veículo e ter escutado gritos de mulher.

Para o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil, Mizael matou a ex por ciúmes e o vigilante o ajudou na fuga. Mizael alega inocência. Evandro, que chegou a acusar o patrão e dizer que o ajudou a fugir, voltou atrás e falou que mentiu e confessou um crime do qual não participou porque foi torturado.

Ainda segundo o relatório do delegado Antônio de Olim, do DHPP, Mizael e Evandro trocaram diversos telefonemas combinando o crime. A polícia chegou a essa informação a partir da quebra dos sigilos telefônicos dos dois. O rastreador do carro do ex também mostrou que ele esteve próximo ao local onde Mércia sumiu e onde ela foi achada no mesmo dia do crime.

domingo, 1 de agosto de 2010

TEATRO...Já esta em cartaz a peça Há dois mil anos no teatro Sto Agostinho


Emirados Árabes anunciam que vão barrar mensagens de BlackBerry

A partir de outubro, usuários não poderão trocar mensagens ou navegar.
Agência diz que aparelho permite uso 'sem qualquer responsabilidade legal'.


Nova versão do aparelho BlackBerry Gold foi apresentada nesta semana.Aparelho opera 'além da jurisdição da legislação
nacional', diz governo (Foto: Divulgação)
O Emirados Árabes, durante muito tempo considerado uma das economias mais amigáveis para os negócios no Oriente Médio, anunciou neste domingo (1º), que a partir de outubro irá impedir os proprietários de BlackBerry a enviarem e receberem e-mails e outras mensagens e a navegar na Internet.
Segundo o governo, a segurança nacional não consegue acompanhar adequedamente os recursos do dispositivo eletrônico cada vez mais popular no país.
"A decisão de hoje é baseada no fato de que, em sua versão atual, alguns serviços do BlackBerry permitem que seus usuários ajam sem qualquer responsabilidade legal, causando problemas judiciais, sociais e nacionais para a segurança dos Emirados Árabes Unidos", diz o comunicado no site da agência que controla as telecomunicações no país.
De acordo com o "New York Times", a proibição não teria qualquer efeito sobre outros smartphones que podem acessar e-mail e navegar na internet, já que o serviço do BlackBerry é o único que permite enviar dados a outros usuários no exterior, ficando fora do monitoramento do país.
O serviço de mensagens, que permite a usuários enviar torpedos para outros aparelhos BlackBerry gratuitamente usa dados criptografados que são processados em um servidor no Canadá. O comunicado não esclarece se os usuários de aparelhos que estivem fora do país serão prejudicados.
A companhia canadense Research In Motion, fabricante do BlackBerry, ainda não se manifestou.
Riscos à segurança
Há um semana, o governo já havia informado que o BlackBerry poderia ser usado para atividades que representem riscos à segurança dos Emirados Árabes Unidos.
O governo do Barein fez um alerta em abril contra o uso do BlackBerry Messenger para distribuição de notícias locais, atraindo críticas sobre liberdade de imprensa feitas pela associação Repórteres Sem Fronteiras, que considerou o alerta como um ato de censura.
O aviso do Barein disparou preocupações de que outros países do Golfo Pérsico também possam considerar medidas para redução no uso de certos aplicativos do BlackBerry, que tem 20% de participação no mercado global de smartphones, atrás da Nokia.
"Em decorrência da maneira como os dados do BlackBerry são administrados e armazenados, certos aplicativos do BlackBerry permitem que as pessoas façam uso indevido do aparelho, causando sérias repercussões sociais, judiciais e à segurança nacional", disse o comunicado.
Neste mês, a RIM informou que estava se preparando para lançar uma loja de aplicativos e serviços de internet na China, como parte da estratégia da empresa para reforçar suas operações no maior mercado celular do mundo.